Henry Jenkins, professor de comunicação no MIT, autor de Cultura da Convergência e da Confronting the challenges of Participatory Culture ( ambos disponíveis na nossa biblioteca), cunhou uma lista de 10 competências essenciais para a vida contemporânea e preocupa-se em como iremos, na escola, forjar estratégias e atividades que desenvolvam tais habilidades em nossos alunos. Vejam a lista:
1. Jogar: a capacidade de experimentar com o ambiente como meio de resolver problemas
2. Simulação: a habilidade de interpretar e construir modelos dinâmicos de processos do mundo real
3. Performance: habilidade de adotar identidades alternativas com o propósito de improvisação e descoberta
4. Apropriação: a habilidade de samplear (Utilizar trechos de registros sonoros antes realizados para montar uma nova composição (geralmente musical).e remixar (Mixar novamente, alterando o que foi feito antes. Quando se trata de música, muitas vezes são adicionados instrumentos, outras vozes, coros, mudam-se os arranjos etc.) conteúdo digital
5. Multi-tarefa: a habilidade de vasculhar o ambiente em busca de detalhes vitais ( na solução do problema a resolver-se) – fazendeiros devem completar uma série de tarefas que requerem atenção localizada, enquanto caçadores devem varrer uma paisagem complexa na busca de sinais e pistas sobre onde a presa pode estar escondida. Escolas foram desenhadas para criar fazendeiros.
6. Cognição distribuída: a habilidade de interagir significativamente com instrumentos que expandem as capacidades mentais – a inteligência não é mais um atributo dos indivíduos, ela está distribuída pelos cérebros, corpos e mundo.
7. Julgamento: a habilidade de avaliar a credibilidade e veracidade das diferentes fontes de informação
8. Navegação transmidiática: a habilidade de seguir o narrativas a partir de múltiplas mídias
9. Networking: a habilidade de procurar por, sintetizar e disseminar informação
10. Negociação: a habilidade de navegar por diversas comunidades, discernir e respeitar múltiplas perspectivas, compreendendo e aceitando normas alternativas a sua própria
Registrar bons momentos permite que possamos comemorar sempre e também nos apropriarmos do que foi conquistado para subir a níveis ainda mais altos.
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Competências essenciais ...
Para uma educação baseada em competências, tema central, debatido, piegas. Uma abordagem simples e elegante, de Mark Prensky, com prefácio de Eduardo Chaves, outro decano educador. Para sermos bem compreendidos, sejamos simples, abrangentes, diretos. Em seguida, outra crônica, agora do próprio Eduardo Chaves, escrita há alguns anos, que continua essencial. Vislumbrar aquilo que os jovens procuram e que nós, Baby Boomers ainda não enxergamos perfeitamente, eles querem divertir-se e tecnologia para eles é um brinquedo. E por que a vida não pode ser mais divertida em toda sua intensidade? Vejamos o que pensava Seymour Papert, um dos ícones da tecnologia aplicada ao ensino, o pai do Logo.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Reflexões de Férias III - Cidadania Digital

Cidadania digital -
Muito mais simples de trabalhar-se desde cedo - no campo do comportamento digital, moral e éticamente falando, torna-se cada vez mais dificil operar transformações conforme o aluno amadurece. Temos desenvolvido projetos que exigem maturidade digital em que alunos de 8,9 anos conduzem-se muito melhor do que os de 12,13. Nossa hipótese é de que devemos continuar "baixando" a idade mínima para a execução de projetos digitais plenos ( onde o jovem pesquisa, publica e compartilha na internet) e teremos este jovem aos 13,14 tendo atitudes muito mais participativas e construtivas. Iniciar certos projetos na 7a. ou 8a. série pode resultar em fracasso.
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Reflexões de férias II - Metacognição

Metacognicao -
O uso de rubricas na avaliação de projetos com tecnologia - um outro vetor que potencializa a formação adequada do jovem neste século é seu protagonismo. Para que ele se aproprie do que acontece no seu processo de formação escolar e protagonize, efetivamente, é preciso que lhe seja dado o direito de conhecer os desígnios daquilo que lhe será "ensinado". Boas práticas, como uso de rubricas, devidamente consensadas, compartilhadas e construidas em parceria com os alunos levam a isto.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Reflexões de férias I - Competências Invisíveis

Competências "invisíveis" potencializadas pela mediação tecnológica na escola -
O momento que vivemos, de intensa discussão sobre tecnologias nas escolas, não leva necessariamente a tranformações significativas na prática docente. Do mesmo modo, o uso intensivo de tecnologias no ensino não conduz efetivamente a formação do cidadão que será necessário formar a frente. Por que? Talvez por que a discussão começa de tras para diante, pensamos antes no como e não no para onde. Pouco se discute ou conhece-se sobre este cidadão do futuro ( ou melhor, do presente). Habilidades como a capacidade de detectar de que se trata exatamente o problema a ser solucionado, de guiar-se no conhecimento encontrado, de apropriar-se eticamente deste, de refiná-lo e compartilhá-lo adequadamente, enfim, são estas as proposições que contam hoje na formação de nosso aluno. A tecnologia, se bem utilizada como mediação, potencializa o desenvolvimento destas capacidades.
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