A matéria de capa da Época deste final de semana fala do ponto fraco das escolas fortes, indicando que a pressão por resultados em testes e vestibulares e por um comportamento exemplar, produz mais neurose e desarranjo do que nunca. Escolas tradicionais são alvo de criticas de psicologos e pais que têm filhos desajustando-se pelas expectativas criadas nestas instituicoes. Tudo parece nascer de movimento de pais norte-americanos contra o excesso de preparação para performance dos alunos nas provas internacionais, em detrimento do ensino de artes, de esportes,.. Os seus gestores das nossas escolas ditas tradicionais justificam-se são reconhecidos pela qualidade de seu ensino e que estao renovando suas escolas abrindo-se para as novas tecnologias e propondo aos professores mais contato com a realidade. Ao mesmo tempo (veja matéria neste blog, logo abaixo)lemos constantemente que produzimos jovens cada vez mais despreparados para lidar com frustração, pressão, e crises e agora questionam aqueles que operam dentro do realismo de uma sociedade competitiva, onde os principais parametros para a eficacia do ensino são exames... Esta é a terceira vez em 2 meses que a Epoca publica educação como matéria de capa. Incrível a profusão de matérias sobre novas tecnologias e a crenca de que estas produzam a reforma que se espera do sistema escolar. Fico refletindo sobre o porque de tanta pressão sobre o sistema. Será que é porque as famílias delegam como nunca suas funções educativas para a escola, não sabem mais como lidar com tamanha mudança? Será que é esta cultura de fast-food, de larga oferta de informação na rede que produz esta sensação de que será possível a desintemediacao, será possível educarmos nossos jovens sem escolas?
Registrar bons momentos permite que possamos comemorar sempre e também nos apropriarmos do que foi conquistado para subir a níveis ainda mais altos.
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domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Educomunicação
" Em um projeto de educomunicação, o jovem escreve, fala, narra, grava, fotografa, filma, documenta. Aprende a se comunicar e a ver com olhos críticos a comunicação que o rodeia. É estimulado a discutir idéias, a pesquisar e selecionar conteúdos, a trabalhar em equipe, lidando com cobranças, prazos, imprevistos, num ensaio prático do que poderá ser a vida profissional. ...". Li isto numa matéria no Valor Economico de Lélia Chacon, jornalista especializada em cultura jovem, editora da Revista Onda Jovem, editada pelo Instituto Votorantim, e nela vi uma síntese do que buscamos nas parcerias construídas ao longo dos cursos fundamental II e médio. São dezenas de projetos que utilizam-se de ferramentas como blogs, wikis, fóruns de discussão, entregas de tarefas via portal do professor, .... e nelas procuramos garantir CEI e professores que os alunos desenvolvam autonomia e discernimento para operar suas funções individualmente ou em grupo. Que aprendam a compartilhar conhecimento, a ser generosos com seus pares, a reconhecer na proposta que o professor publica, o melhor caminho a trilhar, a sair gradualmente da condução e orientação estritas do professor para buscar sua forma de solucionar o problema, de encontrar as peças que faltam nos quebra-cabeças propostos. Vou sugerir que revisitemos os projetos de geografia da 6ª. e 7ª. séries, os projetos de língua portuguesa da 8ª. série, o projeto de história da 5a. série, as propostas de inglês espalhadas por todo o fundamental 2 e vamos ver a comunicação como competência sendo exercida na nossa escola. Leiam tambem esta matéria sobre as Gerações desplugadas (nós?)....
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