Mostrando postagens com marcador livro digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livro digital. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O livro digital já está assim!



Acho que temos muito a refletir sobre o futuro dos livros. Literatura é literatura, entretenimento é entretenimento, material didático é material didático. Serão padrões distintos para cada um destes conteúdos necessariamente. Mas, assistindo este vídeo sobre o lançamento do livro do AlGore dá para ver algumas, ainda pequenas, possibilidades de reformulação da experiência da leitura. Ainda mais fumaça do que fogo, ou seja, não afeta a experiência cognitiva efetivamente, mas permite vislumbrar possibilidades... Para quem tem filhos pequenos, experimentem baixar nos Ipads ou Iphones livros americanos como Groover Monster e vejam que interatividade é permitida....

sábado, 23 de abril de 2011

Teclado silencioso e latidos digitais..

Verissimo, em sua crônica no Estadão de 21/04, diz que os escritores antigos escreviam muito mais do que nós. Que os livros ficaram mais finos e a correspondência reduziu-se a latidos digitais....Ele lança 2 hipóteses: que os teclados mais duros eram testes de resistência e estimulavam uma escrita mais combativa e braçal.  E que a informatização marca a guinada à direita das redações...Vamos refletir sobre isto. De fato estamos sujeitos a latidos digitais ( acredito ser uma referência aos gorjeios - twitter, que a ferramenta em questão impõe como padrão de publicação, limitantes 140 caracteres). Tais gorjeios tornaram-se o padrão, limitam a publicação a um tamanho tacanho e conferem ar autoral as mais diversas barbáries. Eu recomendo que observemos os comportamentos dos blogs, alternativas mais densas aos gorjeios e que ganham outra perspectiva. Agora bloga quem precisa de espaço para escrever.... Outra consequencia dos tempos é a perspectiva de todo mundo publicar-se, diretamente na web. Em tempos de livros digitais, posso agora publicar meu livro diretamente num e-livreiro, sem submeter-se a editora ou política editorial alguma. Competição aberta entre títulos longamente trabalhados e trabalhos que podem sair em minutos. O mercado vai regular isto? Efetivamente, acho que se escreve mais, no volume, no conjunto da humanidade, mas com menos profundidade, como menos sofrimento, com menos resistência como aponta Verissimo.