Mostrando postagens com marcador inovação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inovação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ovinhos atacam novamente!

Chamamos de ovinhos os dispositivos de votação automática, úteis para diversas tarefas. A professora Cristina Gil, inglês no ensino médio, fez uma prova! Pasmem! Uma avaliação formal, coletiva, corrigida instantaneamente, no ato. Muito interessante observar a agitação dos alunos diante da evidência de suas dificuldades ( imagine o aluno que já errou as 3 primeiras de 10 questões, e já sabe que no máximo virá um B, quiçá...). mobilização total da inteligência do aluno, mediante um bom questionário. Óbvio que a grande riqueza reside na elaboração das questões. Elas devem permitir dispersão do resultado, pois é aí que o desequilíbrio opera e a discussão dos porques gera aprendizagem efetiva. Tambem estão utilizando o recurso as professas de inglês do fundamental e a Silvia, professora do 1o. ano para, pasmem novamente, refazer um ditado. A partir dos erros dos alunos no ditado formal, ela prepara questões que trazem nas alternativas os erros mais cometidos pelo grupo e nesta versão digital, os acertos aumentam e conduzem a uma segundo ditado muito melhor produzido pelos alunos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Hiperlinks emburrecem?

Nicholas Carr, jornalista especializado em análises de impacto da internet, escreve um artigo interessante ( e importante) sobre os distúrbios causados por publicações na internet cheias de hipertexto. Ele descreve o esforço e a mobilização cerebral que decorre da decisão de clicar-se ou não num destes links, perturbando uma leitura direta do material de fundo e prega que os links sejam publicados sempre no rodapé, ao final do texto. Leiam e avaliem!

sexta-feira, 26 de março de 2010

O uso das Redes Sociais transforma a aprendizagem?

Escrevi um artigo para uma revista especializada respondendo a questão acima. Transcrevo a resposta aqui para nossa reflexão.

Minha resposta é que ainda não sabemos o impacto desta transformação cultural na aprendizagem formal. Tampouco conseguimos modificar as estruturas de ensino formais a partir do uso destas ferramentas. A escola, como organismo social conservador e estável, absorve-as e as transforma em mais do mesmo.


Aposto firmemente nas perspectivas abertas pela Web 2.0, quando a tecnologia coloca o usuário no centro do processo de produção do conhecimento. Jamais foi tão fácil publicar-se, fazer-se ouvir, comunicar-se em escala global como hoje, a partir do advento de ferramentas cada vez mais interessantes.

Tenho estabelecido com os professores da escola um diálogo permanente na reflexão sobre as competências que se abrem nesta nova direção, tais como a capacidade autoral, o compartilhamento contínuo de atividades e produção, a intervenção no trabalho do outro, entre outras.

Implantamos e capacitamos os professores do colégio na utilização de ambientes como WordPress e Blogger ( montamos um servidor exclusivo do Wordpress para a comunidade do colégio), de wikis ( usamos Wikispaces e PB Wikis em diversos projetos), Diigo para conpartilhamento de links interessantes, Think.como como ambiente de trabalho coletivo na educação fundamental 1 ( até 5º. Ano), Slideshare para divulgação de apresentações para o coletivo, Youtube para publicação de vídeos, Moodle para publicação e trabalhos conjuntos fora da escola,...

Ao longo dos últimos 3 anos pilotamos com os professores dezenas de projetos envolvendo tal ferramental, em todos os níveis e conteúdos.

Minha constatação hoje, refletindo sobre esta trajetória, é a de que os projetos, salvo exceções, tendem a utilizar este ferramental de forma convencional, aplicando as mesmas premissas dos projetos “analógicos” no ambiente digital.

Por exemplo, usa-se um blog para que o aluno faça um intercambio com alunos de outro país num programa de ensino de língua estrangeira. Muito bom. Oportunidade para mobilizar a atenção e o interesse dos alunos, ampliação do vocabulário, prática concreta com falantes da língua,... O que obtemos é no máximo os alunos trabalhando uma vez por semana, em grupo, no laboratório de informática, lendo e comentando as publicações de seus colegas remotos, aguardando o professor corrigir o seu texto no Word, muitas vezes o próprio professor é que publica, numa atividade que rouba a espontaneidade e provoca pouca expansão lingüística. Se eles mandassem e recebessem cartas via postal daria no mesmo.

Como exceções, poderia citar alguns projetos em que o professor distribui a responsabilidade pelos objetivos da aprendizagem com seus alunos, num exercício constante de metacognição, onde os instrumentos digitais servem para fermentar as discussões preparatórias para uma aula mais expositiva, antecipam leituras, estimulam a cooperação e o compartilhamento..... São projetos abertos, de conclusão imprevisível, que normalmente valem mais pelo processo do que pelo produto, que exigem flexibilidade de professor, aluno e da instituição.

Será preciso construir práticas realmente reflexivas na educação formal para agregarmos algum valor nas práticas convencionais, ou seja, será preciso que se produzam experiências que de fato absorvam o professor e o aluno em diversos momentos do ano escolar, ampliando os limites do já criado. Será preciso que o professor e a instituição dispam-se de seus objetivos previamente estabelecidos e mergulhem nestas novas experiências sem preconceitos e com mais liberdade.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Camêra de Documentos

Marcando o retorno as atividades, entre outras inovações e reformulações, o colégio adquire 3 camêras de documentos. Versão digital do antigo episcópio (imagem inferior), trata-se de uma camêra portátil acoplada a um braço flexível e regulável com um painel de controle que permite projetar diretamente documentos impressos. Imaginamos que isto pode permitir, entre outras possibilidades:
- rápida execução de idéias de última hora que o professor tem, por exemplo, ao ler uma matéria no jornal a noite e querer logo pela manhã discutí-la com seus alunos.
- compartilhar bons registros e trabalhos manualmente executados pelos alunos na classe no próprio transcorrer da aula
- ilustrar a contação de histórias nas séries iniciais
Cada curso ( infantil., fundamental e médio) terá uma camêra a disposição no DAV e o professor tem liberdade de utilizá-la mediante agendamento.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O futuro do livro ou o livro do futuro! O que sobrou para o papel?

Já faz tempo queria escrever algo sobre o livro digital. Trabalho nestes dias no desenvolvimento de material digital para apoio a uma coleção de matemática da Editora Moderna e estamos discutindo o valor de publicarmos determinadas demonstrações longas e herméticas, se ainda devem ser publicadas no livro impresso ou se estas poderiam estar reservadas ao espaço digital, onde poderíamos reproduzir a seqüência que o bom professor faria na lousa para garantir uma boa compreensão da tal demonstração. Quando saiu o Kindle, há um ano, nossa impressão era de estarmos diante de um novo paradigma sim, que as pessoas passariam gradualmente a adotar a leitura digital e o livro impresso seria substituído, mas que o impacto mais importante na escola se daria quando o livro didático tornasse-se digital. Nossos alunos não precisariam mais trazer suas enormes e pesadas mochilas, o livro atualizar-se-ia constantemente, ao longo do texto todo e qualquer ponto em que houvesse imagem, chamadas externas, exercícios,... permitir-se-ia ao aluno sair da página e mergulhar na interatividade....

Mas o Kindle não é touch screen, não navega na internet, nem ao menos colorido ele é. Passam-se alguns meses e novamente a indústria do hardware ( e a Apple) antecipa-se a necessidade e nos traz a possibilidade... Deu vontade de pensar, e de escrever.

Como será o livro nesta nova dimensão? Vamos imaginar que estamos em 2015 e que o governo resolve comprar um destes Ipad da foto acima para cada criança da escola publica brasileira. E exige das editoras um novo formato para o livro didático a ser entregue. Acaba o papel, de uma só vez? Será? Se observamos um livro da nossa coleção, o que poderia permanecer no papel? Mais fácil pensarmos no que seria o livro digital primeiro: na introdução de cada capitulo, filmes bárbaros e animações super bem feitas e bem narradas nos remetem para dentro do assunto. Em seguida posso manipular o fenômeno que estou estudando, seguindo as sugestões do professor, que já vem gravadas com sua própria voz, como se ele conversasse comigo.Ele aparece em pequenos vídeos ao longo da sequencia, para revisar os pontos importantes que vão sendo montados em pequenos boxes ao lado do vídeo. As demonstrações mais difíceis que ele executa na classe, aparecem em vídeo e posso rever a sequencia várias vezes até compreendê-las. Vou escolhendo os trechos do conteúdo que considero mais relevantes e montando um diário pessoal que vai me ajudar a revisar sempre que necessário. Links para sites e referencias são abundantes. De vez em quando me surpreendo com um jogo que explora toda a capacidade do meu IPad. Tenho um ícone permanente que me permite chamar o professor e mandar-lhe perguntas que são respondidas rapidamente. Na verdade há um professor de plantão permanente. As perguntas que eu e meus colegas fazem vão ficando armazenadas no local em que cada conteúdo aparece e podemos acessá-las o tempo todo. Na conclusão de cada capitulo sou levado a discutir o que aprendi e encontro opiniões dos meus colegas para comparar. Na verdade posso ver quais colegas meus estão estudando naquele capitulo no mesmo momento que eu e manter uma conversação (vídeo e voz) com eles. Tiro dúvidas com eles mais do que com meu professor. Fazer exercícios então é bem bacana, pois tento algumas vezes e se tropeço, peço ajuda ao próprio sistema. Se acerto os exercícios vão ficando mais difíceis, se erro, vão ficando mais fáceis. Vejo sempre onde estou em relação ao meu grupo de colegas....

O que sobrou para ficar no papel. Um livro menor, uma brochura? Uma síntese descritiva do conteúdo teórico, enfatizando de forma esquemática, o que há de essencial a ser pensado e lembrado? Um guia de fórmulas para memorização? Um livro com exercícios complementares especiais e difíceis? Façam suas apostas!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O fim do direito autoral ou o novo processo do livro didático


Fui a um congresso na semana passada na GV chamado: Educação Aberta, Recursos educacionais abertos: desafios e perspectivas
Temática curiosa, decerto. Educação aberta? Será uma plataforma on-line para todos? Recursos educacionais abertos parece mais simples de compreender. O que significa?
Enfim, a Direito GV sediou um evento na semana passada que trouxe 15 palestrantes de diferentes origens para discutir o surgimento e o desenvolvimento da produção de material didático aberto, num sentido mais amplo do que simplesmente gratuito. Material didático no formato digital, que possa ser traduzido, reelaborado, re-utilizado nas mais diversas perspectivas.
Uma brasileira, que trabalha em Harvard, politiza o movimento produzindo um excelente paper resumindo as perspectivas do movimento. Foram convidados para este seminário 2 deputados federais, participantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O governo atestou ali não estar discutindo este assunto de forma direta, na preparação do Conferencia Nacional de Educação – CONAE -2010.
O primeiro palestrante foi um professor da Rice University, fundador da Connexions, editora virtual que há 10 anos estimula a produção autoral livre e permite que alunos universitários montem seus livros didáticos de física ou cálculo a partir do seu site, imprimam e paguem cerca de 15% do preço de capa deste livro em uma editora original. Tudo permitido pelos autores que autorizam esta produção. A discussão então é pelos cenários de produção de conteúdo para as gerações futuras.
Estavam lá também o pessoal da Creative Commons, um selo de autoridade digital que quando carregado no texto, software, apresentação,.... garante que o autor tenha liberado este material para diversos usos. Experiências na África, na Holanda. Experiências brasileiras como o Scielo Books, o Portal do Professor (MEC), o Projeto Folhas do Paraná permitem diversas leituras para esta perspectiva de futuro. Interessante também a apresentação de um grupo da USP-leste, chamado GPOPAI, que mensura as mazelas do plano nacional do livro didático e as vantagens de um sistema autoral mais flexível, lamentando a dificuldade de romper o poderoso lobby das 15 editoras que monopolizam o mercado do livro didático brasileiro. A conferir!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A escola comprou um Kindle. Vamos pensar no futuro!



Bom, o colégio comprou um Kindle que chegou na semana passada. Estamos circulando ele pelas salas de professores, buscando que todos possam conhecer a ferramenta. Estamos disponibilizando ele na biblioteca para que os professores possam comprar alguma obra que faça parte do catálogo da Amazon e que lhes interesse e que possam levar para casa num final de semana usufruir e refletir sobre o futuro da literatura impressa.

Blogando em inglês - Embarrassing moments


A professora Simone, de inglês da 8a. série, preparou com seus alunos uma produção de texto chamada Embarrassing Moments em que os meninos descrevem uma situação embaraçosa que porventura lhes ocorreu. Veja o nível das redações e a graça que o blog dá ao material. O próximo passo deste trabalho será fazer com que cada aluno navegue pelo material dos colegas comentando e votando. Publicar para o professor é uma coisa, publicar para uma audiência de 200 colegas é outra. Vamos apostar neste desafio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Autonomia - algo a se buscar constantemente


Hoje inauguramos o espaço multimídia que o curso de educação infantil construiu na nova sala, chamada de sala branca, disponível a alunos e professores. Foi ministrado um treinamento para todos os professores do curso no uso da lousa touch screen recem comprada e instalada ali. Nestes 10 dias de aula, independente do treinamento ainda estar por vir, várias professoras tomaram a iniciativa de buscar nossa ajuda para apredner a usar o recurso e trabalhar com as crianças. Todo o investimento ali executado foi pensado no sentido da autonomia total do professor, que pode usar o recurso com liberdade, conforme sua disponibilidade e necessidade sem necessidade de ajuda externa. Nesta mesma semana estamos finalizando a colocação dos 40 mini-laptops que estavam servindo no corredor do irmão André no corredor agora da 4a. e da 6a. série, que conhecemos como Canadá. Tambem preparamos um local onde um carrinho com os laptops estará disponível para que o próprio professor, conforme sua necessidade possa trazê-lo para sua sala, distribuir aos alunos e iniciar a atividade pensada. Uma rede wireless está presente em toda aquela região do prédio. Nos dá muita satisfação perceber que estas iniciativas surtem o efeito desejado, e libertam nossa cultura de uso de tecnologia do apoio técnico permanente. Sem nenhum demérito a este serviço, que continuará necessário, podemos ocuparmo-nos de forma crescente, com os desígnios pedagógicos de nossos investimentos em tecnologia.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Competências em tecnologia bem cedo!


4o. ano. PLP. Profa. Ellen. Os alunos estão neste momento finalizando uma pesquisa ampla sobre um tema individual, cada qual elegeu um tema de sua preferência, preparou diversas fontes, impressas e digitais, pesquisou e procurou preparar um documento não copiado e sim parafraseado. Imaginem, os nossos meninos estão parafraseando! Ao final, os temas em comum são reunidos num só documento e para tal eles devem procurar tirar de cada texto o máximo para compor um documento maior que será então publicado na internet. alem da coleção de habilidades textuais já trabalhadas, vejam na imagem a combinação de habilidades digitais envolvidas neste trabalho. Mais uma conquista importante para o colégio.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Alunos fazendo animações

A 4a. série produz o Jornal do Santa. Dentro do jornal, o caderno E-nglish que nesta edição traz uma matéria sobre games. alguns grupos quiseram produzir um game e então iniciamos um projetom inédito aqui no colégio ensinando-os a usar o Scratch, ferramenta de animação para crianças desenvolvido por pesquisadores do MIT. Para nossa surpresa, os alunos da 4a. série mostraram-se perfeitamente prontos para o desafio de dividir problemas em pedaços menores, e ensinar o computador, através de uma linguagem orientada a objetos, a executar o jogo. Vejam o jogo de pular cordas feito por um dos grupos!

Saiba mais sobre este projeto