Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Steve Jobs- um pouco depois...

Achei melhor esperar um pouco a poeira baixar e falar um pouco da herança deste mito. Incrível como esquecemos rápido de tudo. Parece que tudo vira poeira muito rapidamente. Se há alguma coisa relevante na trajetória deste inventor é a fixação dele na estética humana. Descubro que ele, fracassando na faculdade, interessa-se por um curso extra-curricular de caligrafia. 1970. Aprende a beleza das fontes serifadas, as filigranas do nanquim e dos diferentes tipos de grafite. Encanta-se pela impressão caprichada dos temas no papel bem trabalhado. Ao mesmo tempo convive naquele viveiro de inventores que hoje chamamos de Vale do Silício e acompanha os primeiros passos da computação pessoal pela HP, Xerox,.... Quando imaginou seu primeiro computador já pensou num gabinete diferente, colorido, numa logomarca atraente, instigante. Sempre buscando compreender a experiência humana diante daquela máquina e surpreendendo pela intuitividade de suas invenções. Resistiu a todas as tentativas de uma indústria voraz que procurou sempre minar sua criatividade. Nestes dias de tablets, percebemos que o IPAD provocou reações mais impactantes nos professores que pouco ou nenhum contato tinham com informática. Perceberam, em 10 minutos, que não eram tão "incapazes" assim para usar uma máquina, porque compreenderam o que deveria ser feito instantaneamente. Este é o legado de Jobs. De resto um executivo mimado, excêntrico e egoísta. Quem construiu a Apple foram centenas de gênios acolhidos lá ao longo destes longos anos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mobilidade e Convergência Digital - aprender a qualquer hora e em qualquer lugar

Estamos em 2025. Segunda-feira, 8 horas da manhã, numa cidade grande latino-americana. Sergio levanta-se preocupado com a seqüência de seu trabalho. Nestas 3 ultimas semanas ele havia dedicado muitíssimas horas a um projeto novo, o desenvolvimento de um sistema de que detecta buracos nas ruas de uma prefeitura irlandesa. Formado em geologia, ele trabalha junto com um programador de tecnologia móvel do Japão, e uma designer finlandesa, na produção de uma aplicação para que os GPS celulares possam detectar buracos e desviarem os automóveis de acidentes, bem como permitir que a prefeitura possa rapidamente recapear as ruas da cidade. Competências diversas, espalhadas pelo planeta, trabalhando juntas, para um empregador remoto. Cenário possível e quiçá necessário. Como se prepara jovens capazes de tal grau de trabalho solidário, tal capacidade de colaboração, tal autonomia?
As ferramentas necessárias para qualquer esforço de informação, comunicação, sincronicidade, colaboração e trabalho coletivo já estão ai, disponíveis e baratas (quando não gratuitas). A percepção do capital corporativo de que não será possível obter-se todo talento necessário reunido dentro da própria empresa também emerge com nitidez (vide o movimento de terceirização, em que claramente procura-se eficiência na especialização).Home working também já é pratica corrente em diversas organizações, permitindo economia de custos e muito mais conforto, produtividade e satisfação de profissionais em todo o mundo.
Hoje um brasileiro pode, por exemplo, fazer toda sua graduação indo à faculdade o mínimo possível, continuar se especializando, inclusive em qualquer das top universities (harvard, mit,....), informar-se imediatamente sobre o artigo do filosofo que foi comentado no jantar ( e poder entrar em conversas sobre as quais não tinha informação), resolver problemas práticos sobre como instalar um equipamento novo em sua casa ou como consertar sua cafeteira elétrica ( pasmem, por vezes o tutorial da cafeteira foi escrito por um técnico indiano), acessar toda a bibliografia que necessita para alguma pesquisa( e carregar ela num tablet ou e-reader de 500 gramas),.... Isto tudo pode nos levar a pensar que estamos chegando a um mundo sem a necessidade de escolarização formal. O conhecimento está disponível sempre, em qualquer lugar e como numa grande praça de alimentação podemos nos servir daquilo que necessitamos, just in time, just in case. Será mesmo? Reflitamos um pouco.
Acho que tanta informação nos leva a um catatonismo, uma necessidade de estar tão atualizado em relação ao que pode interessar aos nossos relacionamentos sociais, que nao tomamos distancia para avaliar o que realmente interessa saber. Lucia Guimarães, comentando artigo de Neal Gabler no NYT, diz “A era digital nos libertou para a ignorância bem informada. Tal como o personagem Chance, de Peter Sellers, em Muito Além do Jardim, que vivia em isolamento sob uma dieta de televisão, podemos impressionar nossos interlocutores regurgitando pensamentos não processados.”1 Começam a faltar os grandes analistas, os pensadores que desfiam grandes idéias, que criticam e analisam o que acontece.... Sinto também que a literatura tende a ficar menos densa, pois leitores buscam a saciedade rápida, típica das redes sociais. Leio sempre pesquisas indicando que nossa capacidade de concentração aumenta, inversamente proporcional a variedade de tarefas executadas simultaneamente.
Não advogo aqui o caos. Acho que estamos no limiar de mais uma etapa de nosso desenvolvimento e como sempre, nos faltam referências concretas para um tempo que ainda não vivemos. Ler Zygmunt Bauman2 e seu conceito de modernidade líquida permite uma certa socialização deste mal-estar. Ele diz: “Nós nos encontramos num momento de "interregno": velhas maneiras de fazer as coisas não funcionam mais, modos de vida aprendidos e herdados já não são adequados à conditio humana do presente, mas também novas maneiras de lidar com os desafios da contemporaneidade ainda não foram inventados, tampouco adotados.”
Precisamos, certamente, nos organizar para lidar com esta transição, evitando a banalização, a superficialidade. Entre todas as instituições capazes de preparar continuamente o jovem para exercer qualidade neste meio líquido talvez seja a escola a mais preparada. Por mais paradoxal que pareça, estamos, dentro da escola, procurando alcançar o contemporâneo e mesclá-lo aos elementos fundamentais de formação que praticamos cotidianamente. Temos a oportunidade de valorizar muito nosso papel.
Vejamos alguns desafios que nos esperam - como preparar o jovem para, entre outras coisas:
• Compreender as nuances e distâncias entre as diferentes culturas, de modo a poder atuar harmoniosamente.
• Conseguir trabalhar sobre material iniciado por outra pessoa, sendo justo e generoso.
• Garantir uma atitude multi-tarefa consequente: a habilidade de vasculhar o ambiente em busca de detalhes vitais ( na solução do problema a resolver-se) – fazendeiros devem completar uma série de tarefas que requerem atenção localizada, enquanto caçadores devem varrer uma paisagem complexa na busca de sinais e pistas sobre onde a presa pode estar escondida.
Nossas escolas, infelizmente, foram desenhadas para criar fazendeiros. Teremos de reforma-la, urgentemente, se quisermos pegar o trem da história e garantir que as futuras gerações preservem o que de melhor produzimos até hoje, com a enorme capacidade de reprodução que vivemos neste tempo. É tempo de nós, educadores, tomarmos definitivamente o controle das ações, revitalizando nosso espaço de trabalho, impedindo que empresas, especialistas, sistemas e organismos estatais definam e executem suas políticas baseadas em interesses muito questionáveis!



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Renovação de professores

Conversando com um professor semana passada, ficamos nos questionando se as novas gerações de professores entram com larga utilização de tecnologias em suas atividades didáticas? Ficamos abismados com a constatação de que não havia quase diferença alguma entre os professores que tem 40, 50 anos ( e 10, 20 anos de magistério), para aqueles que tem 30 anos hoje. Por que será? Será que a formação deles nas escolas de pedagogia e nas licenciaturas não promove tal integração? Será que eles como usuários são mais conservadores do que outros jovens profissionais ( será que a opção pela carreira docente atrai os mais conservadores?)? Será que a vida acadêmica, ou seja, o contato com o grupo de professores mais velhos produz uma prática apoiada nos modelos destes e forja o trabalho deste novo professor? Será que de fato estamos querendo que a tecnologia renove comportamentos e práticas que só podem ser renovados mediante uma reforma do sistema? Boas questões para acalentar boas reflexões....

quinta-feira, 28 de julho de 2011

os mais preparados despreparados...

Segue link para matéria da jornalista Eliane Brum na Época em que ela traça um excelente retrato das dificuldades que nossa geraçào está tendo para educar seus filhos e os riscos disto para nosso futuro. Clique e leia.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O futuro do trabalho ou o trabalho do futuro.

Semana passada assisti a uma palestra sobre como será o mercado de trabalho em 2025. Especula-se que quando acordarmos pela manhã, não saberemos nem para quem iremos trabalhar naquele dia, nem com quem iremos trabalhar. Não serão mais usuais os cargos convencionais com horários e locais fixos; as pessoas trabalharão por jobs, tarefas. Competências especificas e complementares serão buscadas para a execução das tarefas. Já existem projetos que, financiados por grandes corporações, contratam equipes multidisciplinares para resolverem desafios que suas equipes internas não dão conta. Vejam aqui um exemplo disto, num site patrocinado por várias corporações americanas. Vejam outra tentativa, brasileira ( clone da iniciativa européia de mesmo nome). Especula-se tambem que a formação on-site necessária para o aprimoramento contínuo das competências pessoais para atender a este mercado estará disponível na rede, onde o indivíduo encontrará toda sorte de in-formação, algo semelhante, em outras proporções ao trabalho da Khan Academy para educação básica.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quest 2 Learn....



Estivemos na Interdidática, congresso que reuniu 20 profissionais europeus, aisáticos e americanos, especializados nas tecnologias como recurso de trabalho. Entre as diversas palestras, 2 americanos, novaiorquinos, falaram de games.

Apontam para como pode ser interessante usar-se estratégias de games para viabilizar processos cognitivos elevados, mobilizando a atenção e inúmeras competências no aluno. Em particular, ressalto o trabalho de Katie Salen, que criou o Institute of Play e opera numa escola chamada Quest 2 Learn, onde o currículo está inteiramente baseado em games. As disciplinas não chamam-se matemática, mas jogo dos códigos, ciências mas como as coisas funcionam, e assim por diante. Alem de jogar e resolver desafios graduais e crescentes, elas compreendem os mecanismos que estão por trás dos jogos e tem algumas cadeiras de criação de jogos. Vejam o vídeo e concluam a quantos quilometros estamos disto. Bom ou ruim, é outra forma de educar....

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como mudam as coisas!

Vejam esta pérola, utilizada pelo Itaú para divulgar sua "capacidade de adaptar-se a mudança". Crianças de 4 a 6 anos tentando compreender as tecnologias dos anos 70 e 80. 30 anos deixaram tudo muito diferente. Observem a cena em que a menina confunde um console de video-game, do tipo Atari com uma churrasqueira. Observe a sua volta o que continua acontecendo com nossas tecnologias. Quer exemplos: aparelho de fax, camêra fotográfica com película para revelação, rádio de pilha, ......

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Modernidade Líquida - resgatando a palestra do Bucci

Lembram-se de que falamos de que tudo que é sólido desmancha-se no ar.... logo no início das aulas, naquela palestra sobre redes sociais..... bom, lendo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, no Estadão de ontem. me atrevo a repetir aqui um trecho de sua entrevista ao caderno sabático.

Quando o senhor expôs o conceito de modernidade líquida, anos atrás, pairou a impressão de pessimismo. Impressão que hoje parece ceder a uma percepção mais otimista da realidade: apesar das incertezas do nosso tempo, podemos construir uma sociedade que responda a tudo isso. Afinal, não terá sido sempre assim? Construir e reconstruir estruturas seria o nosso destino?

Nossa sina, eu diria... Nós nos encontramos num momento de "interregno": velhas maneiras de fazer as coisas não funcionam mais, modos de vida aprendidos e herdados já não são adequados à conditio humana do presente, mas também novas maneiras de lidar com os desafios da contemporaneidade ainda não foram inventados, tampouco adotados. Não sabemos quais formas e configurações existentes precisariam ser "liquefeitas" e substituídas. Diferentemente de nossos ancestrais, não temos uma noção clara de "destinação", nem do que seria, de fato, um modelo de sociedade global, economia global, política global, jurisdição global... Estamos reagindo ao último problema que se apresenta. E tateamos no escuro. Queremos diminuir a poluição por dióxido de carbono desmantelando as termelétricas para substituí-las por usinas atômicas, em que pese o espectro de Chernobyl ou Fukushima pairando sobre nós. Admitamos: hoje mais sentimos do que sabemos. E temos dificuldade em admitir que o poder, isto é, a capacidade de fazer coisas, foi cruelmente separado da política, isto é, a capacidade de decidir quais coisas precisam ser feitas e priorizadas.
(leiam a entrevista completa em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110430/not_imp712848,0.php)

É imperativo aprendermos a conviver com tal instabilidade, a de estar reagindo ao último problema que aparece. Vamos ao facebook na escola, pois ele aparece como uma ameaça ou como uma oportunidade, sem sabermos direito do que se trata, como ele aparece e, principalmente, como ele se transformará. Estudamos a adoção de leitores digitais em sala sem termos plena consciência da sua aplicabilidade e efeitos. Vagamos no éter.....

Leiam tambem O Risco da Ignorância, artigo do professor de filosofia da Universidade Municipal de Nova York, em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110501/not_imp713164,0.php e deliberem sobre nosso papel aqui na escola......

segunda-feira, 25 de abril de 2011

As crianças não usarão mais o mouse, nem mesmo escreverão a mão...

As crianças não usarão mais o mouse, preconiza Horace Dediu, analista do mercado de mobile pela Bloomberg. Dediu é o criador do site http://www.asymco.com/, site que produz projeções no mercado de tecnologia. Os tablets e as telas touch screen realmente produzem outra maneira de nos relacionarmos com os computadores: através dos nossos dedos. De fato, fica muito mais simples e intuitivo apontarmos diretamente para o ícone ou arrastarmos algo pela tela com a ponta dos dedos. Já libertamo-nos de tantas coisas por outras mais simples e eficazes: já usamos trackpads, botões, mouses que moravam entre as teclas do computador,.... Em algum momento estaremos conversando com nossos computadores, como já fazemos algumas vezes com alguns celulares, que respondem muito bem a comandos de voz. Eu amplio a conversa e remeto-nos a escrita manual. Será que os meninos vão acabar usando a digitação e perder o hábito pela escrita manual? Será a escola o último bastião a preservar tal habilidade? Que prejuízos virão com esta mudança? Especialistas sustentam que o domínio da caligrafia modela funções cerebrais fundamentais. Eu como pedagogo, membro de uma comunidade escolar de ensino fundamental, observo ainda uma importância central no registro manual. Os aparatos de comunicação ainda não são suficientes para um registro informal, pessoal, recheado de sinais que remetem-nos a situação onde foi gestada a informação ali descrita. Repletos de sinais, entonação, enfases, a grafia manual gera personalidade, autonomia. Por ora, ela permanece vital, na minha opinião. Buscamos valorizar os cadernos do aluno como mostra desta autonomia, como indicador de organização pessoal. Agora, com o tempo, efetivamente, registramos cada vez menos manualmente. Não entregamos mais trabalhos em papel almaço, não fazemos mais calos nos nossos dedos médios. E prevejo, com a ubiquidade de melhores aparelhos, que passaremos a registrar tudo digitalmente, tornando anacrônico o registro manual, que ficará restrito a bilhetes, avisos rápidos e exercícios estéticos...

Carlos Seabra - um expert no nosso campo!

Carlos Seabra é um decano das aplicações de tecnologia no campo educacional. Vejam algumas de suas pensatas, assistindo uma pequena palestra, muito bem editada. Ele forja uma linguagem própria, dá exemplos claros, evoca metáforas insinuantes, conta histórias, enfim, vende um peixe bem vendido....

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O elemento! Discussões inteligentes sobre educação!

Sir Ken Robinson é um excelente palestrante. Vocês devem lembrar-se dele pelas palestras magníficas no TED
 
e por aquela animação que fala sobre paradigmas educacionais .

Agora quero que você leiam esta excelente análise do professor Eduardo Chaves sobre o livro O elemento e seus desdobramentos na análise do papel da escola nos dias de hoje. Aproveitem para conhecer as redes sociais da Atica e Scipione.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

novos paradigmas - pequenos insights que ajudam a pensar


Ana Teresa Ralston, diretora de tecnologia educacional da Editora Abril. Conversando sobre a produção de um evento que lançava a plataforma social da Editora no mercado educacional, uma plataforma com cobertura nas redes sociais ( Facebook, Youtube, Twitter,...). Ao preparar o evento, em que haveriam 50 personalidades convidadas para um auditório e se buscava a participação da comunidade educacional paulista e brasileira, a primeira tentativa era preparar-se rico conteúdo publicado no ambiente para subsidiar a discussão e a participação. Quando consultou os convidados mais ativos nas redes, como Pedro Markun, por exemplo, eles lhe mostraram que o paradigam mudou. Não há por que se pré-publicar nada, o conteúdo é gerado na rede, na hora, pelos participantes. A produção de conteúdo migrou do centro para os nós. É outra metáfora. E o evento produziu 1000 pessoas colaborando, publicando, produzindo conteúdo, dinâmico.. Beth Almeida, professora da PUC -SP, coordenadora dos programas de pós-graduação, em vídeo-conferência na semana passada, falando de tecnologia na formação de professores. Vejam o vídeo (acima) e prestem atenção numa fala específica em que ela diz enquanto os cursos de pedagogia encararem tecnologia como uma disciplina, não haverá mudança. É preciso usar tecnologia como oxigênio do curso, como instrumento básico de trabalho. sutil diferença que faz toda a diferença. Não preciso encapsular a tecnologia como reflexão teórica. Preciso utilizá-la, plenamente. Eduardo Chaves, comentando a morte da Antonio Carlos Gomes, pedagogo de rara cepa. Ainda cometemos o erro de chamar os portais de conteúdo de portais de conteúdo e muitas vezes os denominamos de portal do professor. como se tudo fosse publicado, pronto e o professor fosse o sujeito fundamental ali. Percebem o viés equivocado desta denominação? O próprio MEC mantem um repositório gigante de material assim denominado Portal do Professor. Meu filho me perguntou esta semana, por que não existe um portal do aluno no site do colégio?......

domingo, 6 de março de 2011

As carteiras do futuro! Vamos pular os IPADs direto para isto?

Assistam esta pequena ficção sobre o poder das superfícies de vidro com touch screen e imaginem como as coisas poderão mudar. Imaginem as carteiras dos alunos! E as lousas? E as geladeiras, as direções dos automóveis,...... Divirtam-se com este futuro tão próximo.... O mais próximo que estamos deste cenários são estas máquininhas (veja o infográfico).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Obstáculos na aprendizagem!

Leiam este manifesto de uma jovem professora espanhola em dificuldades e reflitam sobre cenários decorrentes de um avanço tecnológico rápido e mal planejado.

Ya está bien. Hemos perdido otra clase por culpa de la digitalización de las aulas. Quiero manifestar mi indignación e impotencia como profesora que tiene que utilizar los libros digitales en las aulas de la ESO. Mi desacuerdo y enojo se centra en la sustitución de los libros de texto por ordenadores. La duración de las clases se ha reducido notablemente, puesto que se pierde mucho tiempo para conectar con los libros digitales y descargar contenidos. Los ritmos de la clase son varios, según los ordenadores de los alumnos; por tanto, no se pueden hacer actividades al mismo tiempo (unos acaban cuando otros todavía no se han conectado). Las pausas que hay que hacer durante las explicaciones a la espera de las descargas y conexiones hacen perder la concentración de los alumnos, que aprovechan para hablar, mirar el archivo de fotografías personales con los amigos o consultar las redes sociales. Cuando consigo proyectar en la pizarra digital la página que quería, habrán pasado, como mínimo, entre 5 y 10 minutos. Hay que volver a reclamar la atención de los alumnos, pedir silencio y levantar la voz. Una vez explicados los contenidos, llega la hora de trabajar y aplicar los conocimientos. Antes se hacían ejercicios en la libreta. Ahora, no. Las editoriales digitales han planteado la mayoría de actividades para ser hechas de manera virtual en el ordenador, el cual también da los resultados correctos a los alumnos pulsando un botón. ¡Pura facilidad! Si pedíamos la cultura del esfuerzo, esta es la ley del mínimo esfuerzo. Para los deberes, hecha la ley, hecha la trampa: los alumnos son muy espabilados y si les pido que hagan los deberes digitales en casa, la respuesta de los perezosos será que no se pudieron conectar; contra esto no podemos luchar. Los institutos pasarán a compartir la función de enseñar con la función de centros de ocio, donde los alumnos se conectan en sus páginas preferidas entre clase y clase, escuchan música con auriculares, se hacen fotografías con la cámara web, practican juegos de la red¿Se nos va de las manos. Recuerdo las clases de las que salía convencida y orgullosa de lo que había transmitido a los estudiantes. Cumplía mis objetivos. De momento, creo que para lo que queda de curso utilizaré los libros de texto que tenemos aparcados. Esta es la realidad de las aulas digitales. Explíquenme dónde está la mejora de la calidad de la enseñanza, justifiquen la millonaria inversión realizada y el coste que ha supuesto para los institutos la adaptación digital. Y este manifiesto no lo escribe una docente ya con una edad a la que puede costar entrar en el mundo de las tecnologías, sino una profesora joven y motivada con vocación por su profesión, que utiliza la pizarra digital, las plataformas virtuales y que asiste a cursos de formación.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Palestra Eugenio Bucci e Marcelo ....

Um lance genial para começar um ano letivo. Levantando dúvidas. Tudo que é sólido desmancha-se no ar! E isto é assim desde a revolução burguesa no século 18! Isto foi bom ouvir, e refletir que andamos sem referências já há muito tempo, e seguimos vivendo, produzindo, educando, consumindo, ...O mundo não está prestes a se acabar. Mas tambem não vai nos dar respostas assim tão cedo. Isto tambem fica evidente na fala destes 2 simpáticos jornalistas que apresentam evidências que no máximo permitem a comprovação da nossa ignorância com relação ao para onde estamos indo...Mas e daí? Paramos para buscar este sentido? Se pararmos caimos da bicicleta. Se falta contexto é aí que temos, nós educadores um papel importantíssimo, e precisamos de todo modo buscar contexto, significado. Qualquer trabalho com o aluno deve gerar significado para todos, alunos, para nós professores e para a comunidade que nos cerca ( a pequena, a média e a grande comunidade). Outra reflexão interessante para mim está na ubiquidade do conhecimento. Estavam palestrando com o Ipad na mesa, e alteraram sua fala de acordo com que aparecia na tela. Acompanhávamos os acontecimentos no Egito direto, sem cortes, sem editar. Superficial ou não, gerador de ansiedade ou não, veloz demais ou não, evadindo nossa intimidade, inexoravelmente estamos neste tempo, em que a informação é ubíqua, livre, e aguarda apropriação. Parabens Santa Cruz, por este início empolgante. Que tenhamos um ano sólido.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Campus Party 2011 - o mundo geek!

O ano inicia e novamente, pela 4a. vez em São Paulo, este evento irracional, que confunde a cabeça da gente. 6.500 pessoas, de todos os lugares do Brasil, América do Sul e do resto do mundo, acampados por uma semana, navegando, baixando arquivos, jogando, assisitindo a mais de 400 palestras, comunicando-se, conhecendo-se,..... Trata-se de um comportamento muito peculiar, o de poder compartilhar este clima de liberdade geek (do inglês geek, pronuncia "guik" é uma expressão idiomática da língua inglesa, uma gíria que define pessoas peculiares ou excêntricas obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro e outros). Excêntricos ou conectados ( afinal até Al Gore veio palestrar no evento)? Peculiares, sem dúvida - vide albuns de fotos no link abaixo. Empresas vieram recrutar programadores e analistas ( há grande carência de programadores no mercado). É preciso estudar este fenomeno de massa, que mobiliza nosso jovem. 
http://tecnologia.uol.com.br/album/campusparty2011_acampamento_nerd_album.jhtm#fotoNav=1

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Assisti A Rede Social e achei bárbaro. Um filme veloz e absorvente como foi o crescimento do facebook. Uma explosão de inteligencia bruta. Uma incrível necessidade de ir direto ao assunto. O filme tem a linguagem do jovem, usuário dos comunicadores instantaneos e mostra como eles estão definindo o padrão de comportamento, pelo menos o comportamento digital neste século. Dá para entender por que o email é tão lento para eles, por que uma empresa vale 25 bilhões sem cobrar um só centavo pelos seus serviços, por que temos de compreender esta mudança profunda nos modelos de comunicação e compreensão das coisas. Escrevo isto aqui como contra-ponto a leitura do The Shallows, do Nicholas Carr, um crítico desta velocidade e superficialidade estonteante, que segundo ele altera de forma inexorável nosso funcionamento cerebral e condena-nos a ansiedade permanente e a superfície das coisas, muitas coisas.... O filme dá mesmo uma certa vertigem pela velocidade dos diálogos e a simultaneidade, especialmente no primeiro trecho. Certamente estamos produzindo novos arranjos cognitivos, mudando a plástica do nosso cérebro, mas isto não é necessariamente ruim. Alem de irreversível, usarmos um HD externo para armazenar informação ( Carr critica a alegação de que não necessitamos decorar ou acumular muita informação, já que a internet é a base coletiva de informação), permite-nos aproveitar nossas inteligências em dezenas de novas direções. Assistam e podemos discutir muito sobre comportamento, poder, geração digital, Harvard,.....

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eles são assim!

Produtora brasileira prepara peça sobre comportamento do jovem, em que retrata-se com bastante inteligência, um momento da história da humanidade em que a inquietação desta geração que ascende produz mudanças o tempo todo e manda no ritmo de transformação social. Reflita. São eles que estão no comando, de fato. Engraçado pensar assim, desmonta o paradigma clássico, mas ao final o vídeo alerta para o fato que entrar neste ritmo deles mantem tudo mais vivo....

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paradigmas e limites

Analisar o impacto das mudanças em curso no processo educacional é tarefa crítica para qualquer educador. quem lida com tecnologia tem a impressão de aplicar momento na mudança dos modelos, pelo uso inteligente dos recursos nas diferentes situações didáticas mas, rapidamente, essa sensação se dilui ao afastarmo-nos da prática e olharmos o conjunto da obra. Fernando Reinach, biólogo, escreve no estadão do dia 04/11 sobre como a memorização ainda é um processo eficiente, embora hoje buscamos cada vez mais significar o aprendizado e ancorá-lo em diversos pontos. Lendo-o, isento como parece ( pois sua coluna fala de meio ambiente), sinto orgulho por da alguma maneira estarmos infletindo o sistema rumo a um caminho diferente. Agora, assistindo este vídeo, abaixo, fica a nítida impressão de que o caminho é longo, árduo, senão inglório....

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Twitter na sala de aula!!

Olha, tem gente usando o twitter no ensino de língua portuguêsa, promovendo a publicação de mini-contos. Leiam a matéria de 2 professores que experimentam novas formas de texto, para forçar uma reflexão nos alunos, através da plataforma do Twitter. Abramos nossas mentes para boas experiências......