Uma técnica que está sendo discutida e experimentada nas escolas é a criação de um grupo fechado no Facebook e de perfis "falsos" que permitam a reprodução de cenas históricas.
Digamos que quisessemos discutir revolução francesa e assumir que Robespierre e outros revolucionários usassem o Facebook para conspirar e que Luis XVI e sua corte tambem se comunicassem via Facebook para manter-se atualizados com relação aquilo que acontece na corte. A perspectiva de que os alunos tenham de compreender melhor o padrão de comunicação da época, estilos de linguagem, características para construção dos perfis, uso do francês, e o próprio comportamento dos revolucionários ou dos cortesãos, não seria como um RPG fantástico. Em literatura, tambem diversas possibilidades surgem, não acham? Vejam esta imagem que reproduz uma perspectiva do perfil do Dom Casmurro, personagem clássico de Machado. Esta ilustração estilizada reproduz uma página do Facebook com as devidas adaptações aos personagens e temáticas do livro. A se pensar, não acham?
Registrar bons momentos permite que possamos comemorar sempre e também nos apropriarmos do que foi conquistado para subir a níveis ainda mais altos.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Por que escrevo?
Um amigo do prof. Ricardo Mesquita, o bibliotecário José Domingos Brito, veio visitar-nos e deixou algumas pérolas. Ele produz um site onde publica suas coleções literárias: entre outras, ele reune depoimentos de mais de 400 escritores sobre Por que Escrevo? coleção esta já publicada em livro. Apreciem e reflitam sobre a oportunidade de produzirmos alguma atividade que estimule nosso aluno a ..escrever?
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
O fim do direito autoral ou o novo processo do livro didático
Fui a um congresso na semana passada na GV chamado: Educação Aberta, Recursos educacionais abertos: desafios e perspectivas
Temática curiosa, decerto. Educação aberta? Será uma plataforma on-line para todos? Recursos educacionais abertos parece mais simples de compreender. O que significa?
Enfim, a Direito GV sediou um evento na semana passada que trouxe 15 palestrantes de diferentes origens para discutir o surgimento e o desenvolvimento da produção de material didático aberto, num sentido mais amplo do que simplesmente gratuito. Material didático no formato digital, que possa ser traduzido, reelaborado, re-utilizado nas mais diversas perspectivas.
Uma brasileira, que trabalha em Harvard, politiza o movimento produzindo um excelente paper resumindo as perspectivas do movimento. Foram convidados para este seminário 2 deputados federais, participantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O governo atestou ali não estar discutindo este assunto de forma direta, na preparação do Conferencia Nacional de Educação – CONAE -2010.
O primeiro palestrante foi um professor da Rice University, fundador da Connexions, editora virtual que há 10 anos estimula a produção autoral livre e permite que alunos universitários montem seus livros didáticos de física ou cálculo a partir do seu site, imprimam e paguem cerca de 15% do preço de capa deste livro em uma editora original. Tudo permitido pelos autores que autorizam esta produção. A discussão então é pelos cenários de produção de conteúdo para as gerações futuras.
Estavam lá também o pessoal da Creative Commons, um selo de autoridade digital que quando carregado no texto, software, apresentação,.... garante que o autor tenha liberado este material para diversos usos. Experiências na África, na Holanda. Experiências brasileiras como o Scielo Books, o Portal do Professor (MEC), o Projeto Folhas do Paraná permitem diversas leituras para esta perspectiva de futuro. Interessante também a apresentação de um grupo da USP-leste, chamado GPOPAI, que mensura as mazelas do plano nacional do livro didático e as vantagens de um sistema autoral mais flexível, lamentando a dificuldade de romper o poderoso lobby das 15 editoras que monopolizam o mercado do livro didático brasileiro. A conferir!
Temática curiosa, decerto. Educação aberta? Será uma plataforma on-line para todos? Recursos educacionais abertos parece mais simples de compreender. O que significa?
Enfim, a Direito GV sediou um evento na semana passada que trouxe 15 palestrantes de diferentes origens para discutir o surgimento e o desenvolvimento da produção de material didático aberto, num sentido mais amplo do que simplesmente gratuito. Material didático no formato digital, que possa ser traduzido, reelaborado, re-utilizado nas mais diversas perspectivas.
Uma brasileira, que trabalha em Harvard, politiza o movimento produzindo um excelente paper resumindo as perspectivas do movimento. Foram convidados para este seminário 2 deputados federais, participantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O governo atestou ali não estar discutindo este assunto de forma direta, na preparação do Conferencia Nacional de Educação – CONAE -2010.
O primeiro palestrante foi um professor da Rice University, fundador da Connexions, editora virtual que há 10 anos estimula a produção autoral livre e permite que alunos universitários montem seus livros didáticos de física ou cálculo a partir do seu site, imprimam e paguem cerca de 15% do preço de capa deste livro em uma editora original. Tudo permitido pelos autores que autorizam esta produção. A discussão então é pelos cenários de produção de conteúdo para as gerações futuras.
Estavam lá também o pessoal da Creative Commons, um selo de autoridade digital que quando carregado no texto, software, apresentação,.... garante que o autor tenha liberado este material para diversos usos. Experiências na África, na Holanda. Experiências brasileiras como o Scielo Books, o Portal do Professor (MEC), o Projeto Folhas do Paraná permitem diversas leituras para esta perspectiva de futuro. Interessante também a apresentação de um grupo da USP-leste, chamado GPOPAI, que mensura as mazelas do plano nacional do livro didático e as vantagens de um sistema autoral mais flexível, lamentando a dificuldade de romper o poderoso lobby das 15 editoras que monopolizam o mercado do livro didático brasileiro. A conferir!
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domingo, 4 de outubro de 2009
Ainda falando do futuro da literatura...
Novamente na Folha de São Paulo, matéria traduzida no New York Times retrata tendência de autores em misturar mídias na composição de suas obras literárias. Vídeos e arquivos em aúdio, por exemplo, substituindo determinadas partes do texto original, revelando assim parte da trama de forma diferente, ampliando o clima da obra. Livros sobre dieta e exercícios físicos combinam vídeo para permitir ao leitor observar o exercício a fazer. Livros que evoluem conforme a atitude do leitor e são publicados gradualmente. Livros que são escritos em pequenas doses diárias, através do Twitter ( veja livro sobre Santos Dumont escrito pelo Twitter, clicando aqui). Autores tambem questionam se não achatamos nossa capacidade cognitiva, diminuindo o potencial de representação mental potencializado pela leitura. Mas que podemos pensar em pedir aos nossos alunos que misturem mídias em suas produções, fazendo com que vídeo possa assumir partes do enredo tambem não parece um grande pecado não acham? E usar então editores para hipertexto de modo a fazer tudo fazer sentido?
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sábado, 3 de outubro de 2009
Literatura on-demand!
Tivemos a mostra de livros na 6a. feira. É sempre gostoso estar diante da abundância de literatura técnica, clássica, romântica,.... Dá sempre vontade de comprar, de ter ao alcance, as vezes basta tê-los, sem mesmo lê-los. Já discutimos aqui neste blog as opções de termos no futuro todos os livros didáticos digitais e num leitor tão fino e simples como o Kindle, não carregarmos mais aquele peso nas costas dos nossos alunos. Lentamente a indústria editorial é levada a rever seu modelo de negócio. Poesia e literatura refinada, por exemplo, não conseguem garantir produção antecipada. Está começando no Brasil uma linha de negócios on-demand, onde o editor imprime qualquer título sob encomenda. Fica possível assim manter um catálogo muito mais plural. Confira matéria na Ilustrada da Folha deste sábado ( 03/10) e confira tambem as editoras que já se anteciparam: http://www.singulardigital.com.br/, http://www.bandbook.com.br/ e www.annablume.com.br/demonionegro
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